As coisas me vem quando não posso te-las.
Como num acordar de um sonho na noite infinita,
ou num simples adormecer nas vezes em que te tenho no pensamento.
Sinto todo esse desespero.
Como quem tem pra falar, mas nega.
Como quem não sabe escrever o próprio nome.
Como ontem,
que passou.
Ou amanha,
que virá.
Sem ao menos desconfiar do que acontecerá.
Do que já aconteceu e eu nem notei.
De todas as coisas que aprendi e ignorei
ou que, de alguma maneira, entraram em mim sem existir.
As coisas que o tempo da a vida.
O tempo.
Ele é quem sabe o momento dela existir.
O momento do toque,
do ato,
do prazer infinito que acaba,
do alívio de te ter em meus braços.
De todos esses momentos fartos de amor e de mistério,
de ódio e clareza,
de você
e de eu.
É assim mesmo, de eu, porque de mim você já sabe de tudo.
Tudo que um dia vira pó, ou sofrimento.
Tudo que na escuridão do silêncio se ouve.
Na exatidão das horas se encaixam.
No tormento da madrugada se tem.
Se isso é ter,
é assim que te tenho.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Inspiração
Tenho medo, confesso, daqueles momentos em que as palavras vem aos montes, e nem se quer existe sentido de imediato.
Vomito num papel qualquer, depois leio. Me surpreendo com aquela sequência de palavras psicografadas que, de alguma maneira, fazem sentido.
O problema é deixar pra depois, quando não tem onde anotar ou até mesmo gravar no celular (motivo de zoação aos que ouviram sem querem uma vez. Pô, mas tava engraçado mesmo, sabe vergonha da própria voz? Então!)
Não acontece só com palavras, mas com outras dessas coisas abstratas que existem por aí, também. Tipo, melodias que passam meio que de passagem mesmo. Quando tenho sorte consigo grava-las e até mesmo escreve-las. Quando escapam já era, tanto as letras quanto melodias, quando esqueço esquece. Some. Morre. Como se nunca tivesse existido.
Isso acontece com você, também?
Vomito num papel qualquer, depois leio. Me surpreendo com aquela sequência de palavras psicografadas que, de alguma maneira, fazem sentido.
O problema é deixar pra depois, quando não tem onde anotar ou até mesmo gravar no celular (motivo de zoação aos que ouviram sem querem uma vez. Pô, mas tava engraçado mesmo, sabe vergonha da própria voz? Então!)
Não acontece só com palavras, mas com outras dessas coisas abstratas que existem por aí, também. Tipo, melodias que passam meio que de passagem mesmo. Quando tenho sorte consigo grava-las e até mesmo escreve-las. Quando escapam já era, tanto as letras quanto melodias, quando esqueço esquece. Some. Morre. Como se nunca tivesse existido.
Isso acontece com você, também?
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Feliz aniversário
Mais velho mais uma vez.
Quantas será que restam até o fim da vida?
Mera passagem.
Dia igual.
Mero ritual.
Quantas será que restam até o fim da vida?
Mera passagem.
Dia igual.
Mero ritual.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
quarta-feira, 17 de junho de 2009
A mentira
A mentira existe. E se existe é pra ser usada, pricipalmente pra evitar algumas coisas que não serão entendidas.
Todo mundo mente. E cada vez mais descubro pessoas que nunca imaginei mentir.
"Everybody lies"
"Quem procura, acha"
"O que os olhos não veem, o coração não sente"
Todo mundo mente. E cada vez mais descubro pessoas que nunca imaginei mentir.
"Everybody lies"
"Quem procura, acha"
"O que os olhos não veem, o coração não sente"
quarta-feira, 10 de junho de 2009
terça-feira, 2 de junho de 2009
Maré
Existe muita coisa que a gente nem imagina compreender. Por isso, temos direito de criar a explicação para o que quisermos.
Com relação à coincidências, quando a gente recebe um telefonema de uma pessoa que você está pensando naquele exato momento, quando alguém fala uma coisa que você está pensando, ou começa a cantar a mesma música. Enfim... várias dessas coisas fodem a minha cabeça.
Penso em algumas possíveis justificativa para tal.
Uma dela era o mito dos 10% cerebrais. Apostava todas as minhas fichas nela, foi uma decepção quando soube que era furada. Desde então, nenhuma outra coisa me convenceu.
Posso pensar o que quiser do inexplicável, por isso tirei uma conclusão.
Quem ganha, ganha mais! (em um jogo de poker, por exemplo).
Quem está ganhando ganha mais, e quem perde, perde mais. Repara nisso! É a maré. A maré faz com que as cartas de irão virar do monte, mude os nipes e números de acordo com quem está nela. Como mágica. Isso rola mesmo. A maré.
Quem vai falar que é mentira?
Com relação à coincidências, quando a gente recebe um telefonema de uma pessoa que você está pensando naquele exato momento, quando alguém fala uma coisa que você está pensando, ou começa a cantar a mesma música. Enfim... várias dessas coisas fodem a minha cabeça.
Penso em algumas possíveis justificativa para tal.
Uma dela era o mito dos 10% cerebrais. Apostava todas as minhas fichas nela, foi uma decepção quando soube que era furada. Desde então, nenhuma outra coisa me convenceu.
Posso pensar o que quiser do inexplicável, por isso tirei uma conclusão.
Quem ganha, ganha mais! (em um jogo de poker, por exemplo).
Quem está ganhando ganha mais, e quem perde, perde mais. Repara nisso! É a maré. A maré faz com que as cartas de irão virar do monte, mude os nipes e números de acordo com quem está nela. Como mágica. Isso rola mesmo. A maré.
Quem vai falar que é mentira?
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