terça-feira, 28 de abril de 2009

Sertanejo

É outra coisa que eu tenho medo.
As letrinhas bonitinhas e os solinhos bem feitinhos, redondinhos, são perfeitos para tornar o ouvinte dependente auditivo. Por isso mantenho distância.
Essa é uma das soluções da indústria fonográfica ganhar dinheiro. Em cima desses dependentes.
Pelo amor de deus, qualquer um se vicia nisso se dedicar seu tempo ao estilo. Isso é de plástico.
Sou mais ser dependente químico que auditivo.
Morte ao sertanejo de hoje em dia.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

BBB, Orkut, Twitter e a Hipocrisia

Todas essas coisas citadas no título, exceto a "hipocrisia" (dela vou falar depois), todas elas tem um objetivo em comum. Exposição.
Tudo bem que cada um tem um jeito diferente de fazê-la, enfim...
Tenho medo de BBB. Todo ser humano é muito curioso. Basta olhar para cima no meio da rua que verás meia dúzia de gente acompanhando sua atitude. Esse medo é de viciar, e querer saber mais sobre. Confesso que se eu ver dois ou mais capítulos dessa droga, já sou dependente. Com o tempo você vai criando um sistema de defesa com relação ao que consome, cada vez mais procuro direcionar minha atenção às coisas mais produtivas e que, de alguma maneira, me acrescentem algo. Por esse exato motivo que não gosto de BBB. Alias, teve um dia que vi, sem querer (juro!), estava na casa da minha avó, que, diga-se de passagem, não perde um! Enfim... estava eu lá vendo, confesso que foi meio por curiosidade também, eles estavam numa festa. Legal! Festa, bebidas, mulheres gostosas semi-nuas, e toda aquela decoração como só a Globo sabe fazer. Mas acontece que essa festa estava no final, eu acho, e no sofá estavam duas participantes na nóia, conversando, final de balada, deviam estar bêbadas (acho que nem tanto, se não estaria pelo menos engraçado) e aquilo passando e eu olhando as pessoas em volta de mim vendo aquilo no sofá, e a tv alta porque a vovó é surda, e a vovó vendo colada na tv porque é cega também, e eles estavam na nóia também. Cara, não consegui entender aquilo até hoje. Ficar dando atenção para duas pessoas na nóia. Curtir a nóia do outro. Pela tv. Ah, isso não é pra mim. Sou mais ler um livro.
Bom...
Orkut e twitter. Assim como disse, são dois artifícios de comunicação e exposição. Na verdade, todo essa simulação é um prato cheio aos tímidos e carentes no mundo. Genial falar com uma pessoa sem vê-la. Quantas coisas que não teria coragem de falar na cara e fala pelo msn, ou por depoimento, ou mesmo pelo twitter.
Legal, orkut tenho há um tempo já. Confesso que usava bastante para baixar música nas comunidades, saber sobre shows de bandas e fuçar mesmo. Conhecer pessoas do mesmo estilo que você. Que gosta da mesma coisa que você. É outro papo. Ainda mais eu que tenho um estilo peculiar.
O twitter fiz há pouco, achei legal no começo, mas vejo que ele serve mais para as pessoas exporem o que elas gostariam que outras pessoas pensassem de si, não que seja mentira. Mas uma verdade moldada. Meros recados que fazem o simulacro todo. Ainda continuo com ele.
Enfim a hipocrisia.
Refiro-me a ela quando vejo muita gente falando mal de um desses três modos de exposição e é usuário de outro deles.
Por exemplo, eu!
Falo mal do BBB mas uso orkut. O mesmo tempo que eu perco vendo as pessoas se mostrarem na tv, eu perco por aqui também, além de ver no twitter também. Pelo menos sou um hipócrita consciente.
Outro exemplo, que eu acho mais grave, é falar mal do orkut e usar o twitter. Cara, isso é no mínimo ridículo. Hoje em dia existe um estilo de vida que é anti-orkut. Uma nova moda de falsos intelectuais que dizem odiar o orkut. Quando por trás não conseguem viver sem. Criam fakes e twitter que, cá pra nós, esse twitter é muito mais ridículo, no que se diz respeito a exposição, que o orkut.
Enfim, todo esse mundo, essas informações rápidas e essa confusão de desgostar de uma coisa e gostar de outra, sendo a mesma merda, só que camuflada, faz parte da evolução e da tecnologia que, de certa forma, molda as atitudes, e as confundem bastante.
Já é difícil conhecer uma pessoa tendo contato, digamos, concreto, imagina então do outro lado da tela de um computador, que é onde está o gerador desse perfil. Podemos ser o que quisermos por aqui.
Os tempos mudam, as pessoas mudam. O que muda quem? Quem muda o que? O tempo e nós, estamos agarrados, e juntos rolando ladeira a baixo e se transformando de acordo com os acontecimentos de ambos os lados.
É isso!