sábado, 20 de setembro de 2008

Espremer ou não espremer.. a espinha

Como um adolescente, me vi incomodado com uma espinha. Não era pra menos, ela se acomodava bem no meio da minha boca!
Espremer ou não? Isso me rendeu alguns minutos da vida em sites de estética, ficando contente por não ser um daqueles maníacos que estouram as criaturas amarelas.
Minha vaidade já fora mais discreta, isso que me chamou mais a atenção. O incomodo não com a dor, mas com as pessoas com quem conversava, que por suas vezes faziam um certo esforço para que seus olhos a evitassem, era maior.
Talvez essa vaidade excessiva seja por estar sozinho mais uma vez, talvez seja por cuidar mais de mim, mas acredito que mesmo o menos vaidoso se incomodaria com essa situação.
É engraçado se sentir um estranho pelo simples fato de uma alteração estética, isso me possibilita entender aquelas pessoas que fazem as cirurgias de alto risco em busca de um corpo perfeito, que por sinal, às vezes ficam pior que se não mexido, mas enfim..
Será que estou mudando? Não mudo faz tempo, não me lembro direito da última novidade em mim. Dizem que a gente não muda no sentido de atitudes e incomodações (como no caso), mas sei lá se mudamos ou não, acho que nunca perguntei isso ao meu avô.
Esse atual sofrimento faz com que a gente pense antes de tirar sarro de alguém por alguma deficiência ou constrangimento temporário, em mim, na verdade, só fez reforçar essa idéia.
Não tem jeito mesmo, a gente tem que sentir na pele para aprender, parece meio clichê mas esse é daqueles que vale lembrar, uma criança só sabe que não deve enfiar o dedo na tomada ou colocar a mão no fogo, quando leva um choque ou uma queimadura.
A curiosidade que move isso, é uma das virtudes mais aplicadas pelo homem e isso que nos leva a descobrir as coisas.
Não espremi, demorou mas passou. O que teria acontecido se tivesse feito?
Fica pra próxima espinha..

sábado, 13 de setembro de 2008

Ser ou não ser... feliz

Ser feliz é se sentir bem?
A felicidade é uma coisa estranha.
A gente é condicionado desde pequeno a buscar a bem dita. Será que a felicidade é tudo mesmo? E se for, que graça tem ser feliz sendo que não haverá mais objetivos na vida se não a busca da, já alcançada, felicidade?
É tudo muito condicionado. Influenciamos as pessoas por pessoas que já nos influenciaram por influencias posteriores. Quem começou com tudo isso? Por que devemos seguir uma linha de pensamento de alguém que disse ser correta?
A felicidade é uma das milhares de sensações existentes, ser triste é bom demais às vezes. Ter a sensação da duvida, do medo, do não saber se dará tudo certo no fim, se haverá fim, se ficará vivo por dois ou mil anos.
A sensação de uma cobrança de penalti é muito mais fascinante que o gol marcado.
A dúvida é apreensiva, arisca, dura, mexe com todos os poros do nosso corpo, instiga, da mais gosto de sentir, move. A felicidade sacia, enche, sufoca, estaciona.
Com certeza herdamos muito de nossa família e amigos, há coisas que passam batidas por anos e só nos damos conta quando já se viveu com esse pensamento condicionado, e essa sensação de tempo perdido é foda!
Certo ou errado a dúvida existe e é ela que busco porque sei que nunca encontra-la-ei.
Se ser feliz é se sentir bem, me sinto bem assim.
Será que sou feliz?