sábado, 31 de janeiro de 2009

Água

Não preciso de mais nada. Nem de ar condicionado, nem de televisão, computador e brigadeiro. Nem mesmo de você!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Arrogância

Só das pessoas que conheço me chateio, acaba com meu dia.
Quanto mais querida a pessoa, pior é.
Me esmaga por dentro.
Antes fosse o meu mindinho num socador de caipirinha.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Combinação perfeita

Não sei se vocês já tiveram a oportunidade de comer rúcula com tomate seco. Cara, é impressionante como um completa o outro, como chinês e a bicicleta.
Tá bom, eu entendo, "rúcula", que nome horrível. Eu tive medo até de ver essa comida por causa desse nome bizarro, mas juro, é bom! Tomate seco então, nossa! Tomate SECO, a comida é seca? Como? Vou comer o tomate... seco? Isso aqui tá estragado! Mas é bom também.
A primeira vez que arrisquei foi em uma pizza de rúcula com tomate seco, mas descobri aqui em Santos um sanduíche que é demais!
Nele vai: Pão de ciabata, filé-mignon, rúcula e tomate seco (vai um queijo por cima do filé, mas poderia não te-lo). O nome do sanduíche é bem sugestivo, Pablo Picasso, porque você fica com cara de Picasso mesmo, depois que comer.
Bom, eu sei que essa postagem parece de um blog de culinária, mas enfim... Não ia sosseguar até desabafar isso em algum lugar.
Ai vai a dica!

sábado, 24 de janeiro de 2009

Uma gaveta esvaziada

Removi todos os pertences. Todas as coisas que de alguma maneira haviam existido e morrido ali mesmo. Toda a esperança de um dia te-la de volta dormindo na mesma cama.
Joguei tudo fora, sem mesmo tentar pensar em algum motivo dela te querer de volta e sem ao menos duvidar de tuas palavras de arrependimento.
De alguma maneira a saudade gritava, chorava tão alto que de longe eu ouvia e conseguia sentir, não toda, mas um pouco daquela dor que por si só bastava para me fazer chorar.
Dentro de uma gaveta pode haver milhões de perdões, pode existir o arrependimento mais sincero e todas essas coisas de saudade.
A traição dói sim. Mas o que dói mais é o arrependimento imortal e covarde de quem traiu.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Às belezas escondidas

É uma pena, realmente uma grande pena mas acho que cabe a cada um descobrir o certo, o errado, o belo, enfim...
A gente é condicionado a uma conduta de vida onde já existe o que é certo e errado. O que nos alivia, o que nos inclui e exclui, o que nos faz pensar ser melhor, ou pior. No meio desse "aprendizado" (digo entre aspas porque o aprendizado na sua essência, nos faz absorver coisas novas e às vezes sem que percebamos essas coisas não são os ideais pessoais e acaba-se agindo, pensando e sentindo todos do mesmo jeito, como um rebanho de gado que pasta e obedece ao puxador, alienados) é onde as coisas se confundem. Embora eu já tenha escrito sobre a felicidade, vou dar o exemplo da mesma mas a ideia ("ideia" agora sem acento, mesmo que o dicionário fale que esteja errado, ainda temos até 2013 para nos acostumar) se aplica a qualquer tipo de sentimento ou ideais aprendido.
Ensina-se que ser feliz é o ideal de vida. Todos devemos ser felizes, não importa como, o porque, quem disse, o que importa é o que foi mandado, o que é de praxe. Observando esse exemplo de felicidade resolvi ser triste, e me observar de longe, como quem assiste uma reunião de negócios, negócios esses que me mostraram que essa felicidade alienada não é o que eu realmente queria, o que realmente me fascinava. Vi, que fui feliz sendo triste, calma ai, como assim? Vi que não era felicidade, era beleza, que era belo ser triste.
O meu ideal é ir atrás do belo, seja ele triste ou feliz. O belo me faz bem ou mal, me faz melhor ou pior do que a felicidade, não é uma sensação feliz é uma sensação de completo, inteiro, coisa que a felicidade não nos trás. A tristeza é muito bela, muitas vezes mais até do que essa tal felicidade que todos tentam nos colocar goela à baixo. Tente ver o que a sociedade não te impôs. Existem muitas belezas escondidas por aí e só não vemos por causa dessa alienação toda.
Quem tem tempo para olha para si e descobrir o que te faz, realmente, melhor se desde pequeno o que é melhor já vem embutido nas nossas ideias?