terça-feira, 17 de junho de 2008

Para o amor verdadeiro

Me sinto um estranho dentro de mim talvez pelo motivo de estar sozinho agora.
Acho que as coisas estão indo melhores assim apesar da falta que sinto dos teus carinhos.
A indecisão é uma escolha que se praticada pode durar a vida e creio que esse não seja o objetivo de ninguém nesta.
Pelo menos te tenho às vezes e muitas outras que não estás presente em carne e osso, te tenho assim, desse jeito cruel e ilusionário, como quem não tem nada.
Os braços de outras são braços frios e sem graça, são camas cheias de vestígios de outras vezes, são migalhas que nunca saciam.
A certeza morrerá em algum lugar e, juntos ou não, saberemos se o melhor foi escolhido ou se o pior foi o motivo de eu não estar mais por aqui.
Junto com a minha vida existe você e junto à você a incerteza de viver.

13 comentários:

Andrea disse...

A vida é feita de atitudes, siga a sua e viva sua vida de acordo com o que você escolheu. Saiba viver assim e seja feliz!

Annabel Lee disse...

A contradição mais bela que eu conheço é que a incerteza de viver está na certeza de estar vivo... coisa mais bonita que essa só o Dani tocando música erudita... faz parte da vida e a vida é cheia de vida! palmasssssssssss pro tudo e pro nada! Porque o nada é o tudo e o tudo é o nada !

profunnnnnnnnnnndo...

Anônimo disse...

Incertezas nao devem ser eternas. Depois de tantas palavras eu fiquei sem palavras, parece que as roubou de minha boca. A vida é cheia de momentos difíceis... de indecisoes, mas sao elas que nos dão graça. Acho que não é apenas `saiba viver assim e seja feliz`. A gente deve se adaptar aquilo que é bom, se nao for bom... devemos fazer de tdo para mudar. Para poder enfimmm ser feliz !
S2 lilica

Adriano disse...

Por mais que eu escreva, nunca serie melhor que isso:

Tudo aquilo que é chamado amor.


Cobiça e amor: que diferença nos sentimentos que cada uma dessas palavras nos causa! – e, no entanto, não se trata nos dois casos do mesmo instinto sob nomes diferentes? O primeiro vocábulo não provém daqueles que já possuem, em quem o instinto de posse já se acalmou um pouco e que temem agora por seus “bens”? O segundo, dos insatisfeitos e dos ávidos que acham “bom” esse instinto! Nosso “amor ao próximo” não é um desejo imperioso da nova propriedade?

E não ocorre o mesmo com nosso amor pela ciência, pela verdade, e em geral, com todo desejo de novidade? Nós nos cansamos aos poucos daquilo que possuímos há muito tempo e com toda segurança e nos pomos a estender novamente as mãos; mesmo a mais bela paisagem onde vivemos mais de três meses deixa de nos agradar e qualquer margem distante excita nossa cobiça. O objeto da posse diminui geralmente pelo fato de ser possuído.

O prazer que tiramos de nós mesmos quer manter-se, transformando em nós mesmos qualquer coisa de sempre novo – e é precisamente isso que se chama possuir. Cansar-se de uma posse é cansar-se de si próprio. (Pode-se também sofrer com uma grande riqueza – ao desejo de rejeitar, de distribuir e de também atribuir-se o nome de “amor”).

Quando vemos alguém sofrendo aproveitamos de bom grado a ocasião para se apoderarmos dele: é o que faz, por exemplo, o homem caridoso, aquele que tem compaixão: ele também chama “amor” ao desejo de nova posse despertada nele, e também tem prazer nisso, como diante de um apelo a uma nova conquista.

Mas é o amor sexual que se revela nitidamente como o maior sentimento de posse: aquele que ama possuir somente para ele, a pessoa que deseja, quer ter um poder absoluto tanto sobre sua alma como sobre seu corpo, quer ser amado, unicamente e instalar-se na outra alma, nela dominar como o que há de mais elevado e mais admirável.

Se considerarmos que isso significa nada menos que excluir um mundo inteiro de um bem precioso, de uma felicidade e de um prazer, que aquele que ama visa ao empobrecimento e à privação de todos os outros competidores, que visa a tornar se o dragão de seu tesouro, como o mais indiscreto e o mais egoísta de todos os conquistadores, e exploradores; se considerarmos finalmente, para aquele que ama, todo o resto do mundo lhe parece indiferente, pálido, sem valor, e que está pronto a fazer todos os sacrifícios, a provocar em toda parte a desordem, a relegar todos os seus interesses: espantamo-nos que essa avidez selvagem, essa injustiça do amor sexual tenha sido glorificada e divinizada a tal ponto em todas as épocas, sim, que desse amor se tenha extraído a idéia de amor, em oposição ao egoísmo, quando talvez seja a expressão mais natural do egoísmo. O uso corrente na língua provem em evidencia daqueles que não possuíam e que desejavam possuir – e estes, sempre foram numerosos demais.

Os favorecidos pela fortuna, aqueles que possuíram muito e que conheceram a saciedade deixaram sem duvida escapar de vez em quando uma invectiva contra o “demônio furioso”, como dizia esse ateniense, o mais amável e o mais amado de todos, Sófocles: mas Eros sempre ria dos semelhantes caluniadores – justamente seus maiores favoritos. Existe realmente, aqui e acolá, na terra, uma espécie de prolongamento do amor, no qual esse desejo ávido que duas pessoas experimentam uma pela outra da lugar a um novo desejo, a uma nova cobiça, a uma sede comum, superior, de um ideal que as ultrapassa: mas quem conhece esse amor? Quem viveu? Seu verdadeiro nome é amizade.”
Nietzsche em A Gaia Ciência.

Francisco disse...

Meu amigo Laranja...não sabia que você era um poeta do amor. Eu adoro quando amor acontece. Parabéns pelo seu belo texto...parabéns por discutir o amor!

Fernanda disse...

Ai... Chorei...

pepilu disse...

Não dá pra fazer comentários, falar o que?
É impressionante como gostamos de complicar aquilo que parece tão fácil.
A opinião é geral e a torcida é eterna.
T.A.

pepilu disse...

Ah, claro, sen não fosse a complicação não seria tão claro agora, não é mesmo?
bjs, bjs

Simoni disse...

Que lindo, vira jornalista que nem a tia querida!

Luiza disse...

nossa...
que profundo...
muito bom...
continue assim...
o quanto mais vc escreve, mais vc cresce como poeta!
parabéns, mocinho!
bjo!

Gabriel disse...

O amor. O amor eh o calor, que aquece a alma.

missdias disse...

Parabens...adorei ! ;**

bia disse...

Oi meu amor!!!!
A vida é cheia de caminhos escuros, mas nossas atitudes tem que ser sempre verdadeiras.
Qdo não estamos bem damos um passo a frente pra tentarmos se sentir melhor, não importa aonde vai dar, só temos que tentar.
Esse é o mais profundo e bonito texto seu.
Quem te conhece e conhece seus sentimentos sabe que vc é muito verdadeiro.
E está ai, pra quem quizer ler.
Amo vc filho.